ESPAÇO D’ALZON

O Apostolado Educativo


Como jovem sacerdote, Pe. d’Alzon tornou-se um confessor e diretor espiritual muito procurado, passando a cada dia muitas horas no confessionário, começando logo depois de sua Missa das cinco horas da manhã.

Em 1843, ele e um amigo sacerdote chamado Pe. Goubier adquiriram o Colégio da Assunção em Nîmes. Embora isso não tenha sido o início do apostolado educativo do Pe. d’Alzon – ele já estava instruindo jovens em várias áreas – marca a sua entrada na educação formal, que se tornaria uma das obras de zelo pelas quais ele e sua Congregação tornaram-se mais conhecidos.

Um ano após a compra do colégio, ele fez um voto de fundar uma Congregação religiosa que iria “ajudar Jesus a continuar Sua encarnação mística na Igreja e em cada um dos membros da Igreja”. O Bispo Cartdeu deu permissão, em 1845, para que começasse um Noviciado com seus primeiros companheiros. Eram seis.


Os Agostinianos da Assunção


Em 1850, os primeiros Assuncionistas fizeram votos públicos ante o corpo docente e os estudantes reunidos na capela. O nome completo da Congregação é Agostinianos da Assunção, uma vez que eles tomaram a Regra do grande Doutor de Hipona [Santo Agostinho] como a base de sua vida religiosa. Além dos votos regulares, Pe. Emmanuel adicionou um quarto voto (privado) de dedicar-se à educação da juventude e à ampliação do Reino de Cristo. A Congregação foi aprovada formalmente por Roma em 1864, quando já contava com vinte e quatro membros sob votos perpétuos.

No ano seguinte, fundou as Oblatas da Assunção, uma Congregação de mulheres que provariam ser colaboradoras inestimáveis dos Assuncionistas em algumas de suas missões, particularmente na Bulgária.

Os anos 1869-1870 viram Pe. d’Alzon ativo nos trabalhos do Concílio Vaticano I, participando como o teólogo do Bispo Plantier. Trabalhou também com o Cardeal Pie, o Cardeal Manning e outros na elaboração do decreto da infalibilidade papal. A única sessão do Conselho que ele realmente frequentou foi a da aprovação esmagadora desse dogma. Com a missão cumprida, ele deixou Roma no mesmo dia.

No ano de 1871 abriu seu primeiro seminário gratuito para meninos pobres, que ele viu como uma solução para a escassez de sacerdotes. Em 25 anos, estes seminários propiciaram mais de quinhentos sacerdotes ao clero secular, além dos seminaristas que se juntaram a ordens religiosas.
 

Apostolado da Imprensa


Nos anos seguintes Pe. d’Alzon esteve ativo em três empreendimentos jornalísticos. O primeiro foi a Revista da Educação Cristã, com a finalidade de libertar a educação católica da tirania do Estado Liberal.

A segunda iniciativa, em 1877, foi uma revista semanal chamada O Peregrino, divulgando notícias sobre seu extenso apostolado na organização de peregrinações penitenciais em toda a França, especialmente para Lourdes. Em terceiro lugar, no início de 1880, a incipiente Congregação começou a publicar o jornal diário La Croix (A Cruz). O nome e o crucifixo em cada edição foram uma reação à atmosfera antirreligiosa contemporânea na França, onde o uso de crucifixos nas salas de aula, e até mesmo em lápides, estava proibido.

O jornal, que ainda circula na França, foi iniciado como um projeto para defender os direitos da Igreja, especialmente no campo da educação.

A luta do A Cruzpela liberdade da Igreja foi uma batalha difícil, que esgotou os últimos meses de vida do venerável fundador. Ele podia ver que sua Congregação em breve seria expulsa da França. Portanto, ele começou a fazer os preparativos para dispersar seus religiosos para a Espanha e a Inglaterra. Foi o ano de 1880, seu último neste vale de lágrimas, mas ainda testemunhando a formação espiritual de noviços, trabalhando febrilmente no apostolado da imprensa e lutando como louco pelo futuro da Congregação. Em 21 de novembro, Pe. d’Alzon faleceu, cercado por seus irmãos, e morrendo na mais edificante das disposições. Por ocasião de sua morte, os Assuncionistas eram oitenta e cinco membros professos perpétuos.

(Irmão Andre Marie, Prior do Centro São Bento, um apostolado dos Escravos do Imaculado Coração de Maria em Richmond, EUA -
http://www.catholic.org/news/saints/story.php?id=41767.Publicado em Santos & Heróis Cristãos (em tradução livre e editada); tradução e edição de E. Chequer)