A Família Assunção

O Adveniat, trazido por todas as nossas famílias da Assunção, atravessou rápido as barreiras nacionais, linguísticas ou culturais das primeiras fundações.

Levada pelo sopro do Espírito, a Assunção, realidade religiosa e espiritual rica, com dois séculos de histórias, está implantada hoje nos quatro cantos do mundo.

Desenvolveu-se progressivamente como uma árvore de muitos ramos a partir de um mesmo tronco ou, conforme a imagem familiar ao Pe. d’Alzon, como os vários braços de um único rio nascidos na mesma fonte, o Amor divino.

A Assunção trabalha, hoje, em 60 países.

Realidade ainda modesta em relação aos 209 países ou entidades recenseadas pela O.N.U. em 1991, mas um caminho de esperança para uma internacionalidade mais visível no terceiro milênio do Cristianismo.

Essa “dispersão” mundial das famílias da Assunção, corresponde perfeitamente à ambição espiritual e apostólica do Pe. d’Alzon: “É preciso dilatar as inteligências e os corações na grande questão da causa de Deus, é preciso abrir horizontes para os míopes, é preciso acender braseiros para pessoas que pedem apenas escalda-pés e que têm medo de pegar um resfriado quando recebem muito calor. Felizes os superiores que, na sua ambição, abraçam o mundo inteiro, porque querem fazer reinar Jesus Cristo em toda parte!”


As Famílias da Assunção


Essas famílias são muito diferentes nos seus membros e na quantidade, na extensão geográfica, na história mais ou menos longa e mais ou menos agitada, pela espiritualidade particular.

As grandes linhas do espírito da Assunção são claras nas cinco famílias principais, nascidas no século XIX, da mesma inspiração.

Essas Congregações da Assunção, das quais uma só forma o ramo masculino, apresentam traços de família, de caráter e de apostolado comuns fortemente marcados.

Todas, aliás, levam em seu nome e nos seus genes, como denominação oficial, a designação “Assunção”.

Não se trata de um simples traço de união ou de história, mas a marca original de seu nascimento espiritual.


A fonte de inspiração


Não é fácil determinar o núcleo dos traços comuns a toda a Assunção.

Para o Pe. Cayré, bom conhecedor dos Padres da Igreja, a influência predominante vem de Santo Agostinho. Nomes, regras, estudos, institutos, espiritualidade, tudo ou quase levaria sua marca, sua autoridade e sua seiva.

Na velha árvore agostiniana, a Assunção do século XIX enxertou uma planta nova, original, para um apostolado “moderno”, como o mostra o nome de Agostiniano da Assunção.

Para o Pe. Sage, sábio analista dos textos do fundador, d’Alzon segue os passos de Agostinho para marcar suas Fundações com o cunho de seus temas favoritos, temas conjugados do Reino e do Tríplice Amor.

Sem negar o valor das análises, o Padre Tavard situa a atenção prioritária no mistério Trinitário; daí decorrem as ações assumidas e as reflexões ricas dos fundadores sobre os “direitos de Deus”.

Qualquer que seja a influência predominante, chave de interpretação do espírito da Assunção, podemos destacar numerosos sinais concretos de uma unidade inter-Assunção:

•    o parentesco das Regras de vida,
•    amor a Cristo, à Virgem e à igreja,
•    as duas Causas, a de Deus e a do homem,
•    o compromisso missionário das Congregações,
•    o espírito agostiniano,
•    a insistência sobre os valores humanos (franqueza, simplicidade, cordialidade).

O Adveniat, trazido por todas as nossas famílias da Assunção, atravessou rápido as barreiras nacionais, linguísticas ou culturais das primeiras fundações.

Oxalá nossas raízes comuns, gravadas com o cunho de nossas diferenças legítimas através do tempo, não esmoreçam nossa paixão comum pelo Reino.
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